O Cinema em Naupati

Mar 19

Nine (Rob Marshal, EUA, 2009)

Nine, o filme, deriva de Nine, o espetáculo musical, que por sua vez deriva de Oito e Meio, de Fellini. A proposta da nova produção é traduzir para um filme musical norte-americano a história do diretor de cinema italiano Guido Contini (Anselmi, no original) às voltas com suas muitas mulheres e um bloqueio criativo que o impede de filmar. A idéia é excelente, e o experiente Rob Marshal - coreógrafo tornado diretor que, depois de faturar os Oscar de melhor filme e direção com Chicago, se manteve em evidência com Memórias de uma Gueixa - era sem dúvida o mais indicado para a tarefa. No entanto, embora bem realizado, com especial atenção aos figurinos de época e à bela fotografia, marcada por elegantes penumbras, Nine falha em agenciar seus elementos dramáticos e resvala numa representação rasa e anedótica dos personagens.

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Simplesmente Complicado (Nancy Meyers, EUA, 2009)

Muito raramente a crítica cinematográfica vai além de uma busca preguiçosa por elementos que corroborem certos preconceitos de como o cinema deve ser. Este movimento, quase sempre pautado por uma predileção pelo raro, exótico ou simplesmente europeu, deixa muitos mortos pelo caminho. A comédia romântica, em especial, é considerada entretenimento inferior no qual se aplicam fórmulas desgastadas - mesmo os melhores exemplares do gênero são elogiados com ressalvas. 

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Feb 08

[video]

Feb 07

Minha bela dama (comentário com vídeo)

Audrey Hepburn em My Fair Lady (George Cukor, 1964)

Musicais quase sempre me entediam. Sou do tipo que torce para que a música acabe, e fico impaciente para saber o que acontecerá a seguir. Não deixam de me tocar, no entanto, os filmes do gênero que superam a burocracia cênica que em geral os engessa.

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Dançando no Escuro - comentário

Dancer in the Dark (2000, Lars Von Trier)

Fazendo pesquisa para uma crítica sobre Nine e a evolução dos musicais, assisti apenas hoje (falta grave, reconheço)  a Dançando no Escuro, de Lars Von Trier - devo dizer que estou impressionado. É, me parece, o melhor de seus filmes, pois nele encontram-se em seu ápice forma e conteúdo. Se em Dogville o drama disputa espaço com a (contundente, mas óbvia como geografia na sétima série ) alegoria da formação estadunidense, aqui não é possível precisar onde começa um e termina o outro. Dançando… é obra mais coesa e inovadora na forma - demora a ser processada.

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Jan 24

Onde Vivem os Monstros (comentário)

Resolvi assistir ao novo do Spike Jonze, Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are), com uma crítica em vista. Infelizmente o filme não chegou (e nem tem data para) [EDIT: o filme já estreiou na capital baiana] em Salvador e eu deixei a crítica pra lá, o que não deixa de ser uma oportunidade para exercer o comentário, formato mais simples e faceiro, pois desobrigado de apresentar uma tese plausível (embora frequentemente aconteça).

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Jan 23

Próximo filme de Martin Scorsese deve ser história infantil. Depois do vaivém, diretor deve começar a rodar The Invention of Hugo Cabret em junho.

No começo de 2007 cogitou-se o nome de Martin Scorsese para dirigir a adaptação ao cinema de The Invention of Hugo Cabret, livro infantil escrito por Brian Selznick. Em 2008, Chris Wedge (A Era do Gelo) foi vinculado ao filme, mas não emplacou. Agora Scorsese volta ao projeto.

” — via Omelete

Crítica: Avatar

a sexy Neytiri

Avatar, filme e obsessão pessoal do diretor e roteirista James Cameron, gerava seguidores antes mesmo de sua estréia. O que é natural quando o diretor que revolucionou os filmes de ação com a série Exterminador do Futuro e encantou o mundo com Titanic, de quebra elevando os padrões técnicos e criativos da indústria,  resolve bater mais alguns recordes.

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Jan 18

“Avatar”, de James Cameron, é o grande vencedor do Globo de Ouro

Dia de festa no mundo de Pandora. Avatar levou os principais prêmios (melhor direção e melhor filme) da 67ª edição do Globo de Ouro, premiação organizada pela associação de imprensa estrangeira de Hollywood, que só perde em prestígio para o tradicional Oscar.

” — Lucas Cunha, via Cineinsite

“Avatar não é para ser visto como um filme. É para ser vivido como uma experiência. Como um carnaval em Olinda, um fim de semana em Nova Orleans (de antes do furacão Katrina), uma visita a Machu Picchu, a Chernobyl (de agora) ou a Auschwitz. Uma experiência que está mais para dentro de nós do que para as imagens em frente, na tela ou na vida.” — Por Cristovam Buarque

Depois do êxtase, a depressão. Os espectadores do longa estão se demonstrando insatisfeitos com a vida após assistir o longa.

No site Avatar Forum, um dos maiores sobre o filme, muitos fãs deixaram depoimentos se queixando de ‘Depressão pós-Avatar’. Eles não conseguem lidar com a realidade depois de conhecer o utópico mundo de Pandora, e lamentam não poder visitar ou morar no planeta.

” — Yahoo Notícias - link.

Preview 2010 - TROPA DE ELITE

Na continuação, o líder do BOPE ainda terá que lidar com o fato de sua ex-mulher, Rosane (Maria Ribeiro), ter se casado com um político. Quando o filho do ex-casal é sequestrado, Nascimento e o deputado se unem para tentar resolver o caso. Wagner Moura e João Miguel no elenco, com José Padilha de volta à direção.

13/agosto BR

” — via Omelete

Jan 16

José Padilha vai fazer filme sobre o mensalão

A notícia é velha, mas fiquei sabendo apenas hoje pela revista IstoÉ. Deve ser difícil divulgar um filme como esse em tempos como esses…

Padilha

José Padilha, diretor de Tropa de Elite

Depois de revelar os bastidores do Bope, a polícia especial do Rio de Janeiro, em Tropa de Elite, o diretor José Padilha mergulha fundo nos porões da corrupção brasileira e prepara filme sobre o escândalo do mensalão.

por Andreia Santana, via cineinblog atarde, aqui.